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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Ala do STF diz que prisão de supostos hackers Moro não elimina gravidade dos diálogos

Foto: Pedro França / Agência Senado
Embora ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes da cúpula do Congresso avaliem que a prisão dos suspeitos de hackear o celular do ministro Sergio Moro reforça a narrativa de invasão levantada pelo ex-juiz, eles também ressaltam que isso não afasta os questionamentos a que ele e os procuradores da Operação Lava Jato enfrentam. Para os críticos à operação, o cerne do problema não está na invasão do aparelho, mas sim no conteúdo das conversas, que permanece grave.

De toda forma, segundo o blog Painel, da Folha de S. Paulo, todas as alas do Supremo reconhecem a importância da prisão. Eles entendem que o ato serviu para demonstrar a força do aparato estatal e desestimular novos ataques.

Nessa terça-feira (23), a Polícia Federal prendeu quatro suspeitos e a justiça determinou a quebra dos sigilos bancário e telemático deles. De acordo com a decisão judicial, a investigação detectou que o aparelho foi invadido por meio do código de acesso à versão web do aplicativo Telegram.

Moro revelou que foi vítima da ação no início de junho. Dias após o site The Intercept Brasil publicou as primeiras conversas, vazadas do aplicativo, entre o ex-juiz e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. O veículo nunca falou sobre sua fonte, mas disse que recebeu o conteúdo meses antes da primeira publicação. As mensagens mostram uma relação inadequada entre o então juiz e os procuradores, já que indica interferências de Moro no âmbito da atuação do MPF, parte acusadora nos processos que ele julgava. Os envolvidos não reconhecem a autenticidade do conteúdo.
Fonte: Bahia Notícias

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Após seis anos e meio na prisão, goleiro Bruno é solto por liminar do STF

Goleiro Bruno sai da Apac ao lado da mulher e do advogado
Foto: Flávio Tavares/Hoje Em Dia/Estadão Conteúdo/Divulgação
O goleiro Bruno Fernandes, condenado por matar em 2010 a ex-namorada Eliza Samudio, deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Santa Luzia (MG), na noite de sexta-feira (24). Ele estava acompanhado da mulher Ingrid Calheiros. A liberação foi determinada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão liminar (provisória) da última terça-feira (21). Ele aguarda julgamento de recursos após condenação. De acordo com o G1, Bruno saiu pela entrada principal, chegou a ser abordado por jornalistas, mas não respondeu às perguntas. Ele entrou em um carro que já o aguardava. O advogado dele, Lúcio Adolfo, disse que o goleiro está muito feliz. Bruno seguiu para a casa do advogado, no bairro Concórdia, Região Nordeste da capital mineira. Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Segundo decisão do ministro Marco Aurélio, o goleiro poderá ficar em liberdade enquanto o recurso contra a condenação não é julgado.
Fonte: Notícias de Santaluz