quarta-feira, 6 de julho de 2011

Governo mantém preço mínimo do sisal e região Sisaleira pede socorro


De acordo com a Superintendente Regional da CONAB, Rose Pondé, o governo continuará pagando o PEP de R$ 0,38 ao empresariado por quilo de sisal comprado. O preço mínimo do sisal permanecerá em R$ 1,04.

Membros da Câmara Setorial de Fibras Naturais do Estado da Bahia se reuniram na última sexta (01), em Salvador na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) para debater ações estratégicas de fortalecimento da cadeia produtiva do sisal.

Representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e do Ministério da Agricultura estiveram na reunião para esclarecer dúvidas sobre a continuidade no pagamento do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e preço mínimo do sisal.O Prêmio é uma forma de incentivo adotada pelo governo para garantir que os produtores vendam o sisal pelo preço mínimo estabelecido e possam cobrir os custos com a produção.

O exportador da cidade de Conceição do Coité, Maurício Araújo, afirmou que os únicos prejudicados com a crise do sisal são empresários, já que o produtor tem o preço mínimo garantido através do PEP.

Para o Presidente da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (UNICAFES Bahia), Urbano Carvalho, é preciso evitar que um único setor seja privilegiado. Ele acredita que além de manter o PEP é necessário aumentar o preço mínimo do sisal. Urbano solicitou da Câmara Setorial que envie um documento ao governo Federal manifestando a necessidade de revisão do preço como forma de evitar que a região Sisaleira vá à falência. “É preciso que a Câmara Setorial, entidades e parlamentares se unam para solicitar melhorias para o sisal” reforçou Urbano.

Durante a reunião o Presidente da Câmara Setorial, Wilson Andrade, apresentou ações que estão sendo desenvolvidas em parceria com o governo para fortalecer o setor. Wilson informou que a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (SECTI) vai investir no desenvolvimento de projetos para a melhoria da máquina de desfibrar que já existe ou construção de uma nova, além de implantar uma unidade piloto de desfibramento de sisal, que será instalada na região Sisaleira para atender cidades que tenham dificuldades de acesso a máquina.

Outras ações como a melhoria dos serviços de assessoria técnica, uso de 100% da fibra, utilização do sisal na fabricação de outros produtos e maior qualidade e certificação dos produtos também estão em andamento.

Fonte: CN com Informações da ASCOM FATRES

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